Objeto #5: Quem é que tem um monte de pintinha?

Imagem

E vamos que vamos na Série 52 objetos, em que falo de uma peça especial da minha casa a cada semana aqui no blog. O meu objeto de hoje é a… galinha pintadinha!

galinha para guardar milho de pipoca

Cores e formas no trabalho de Calu Fontes

Cada peça feita pela artista plástica Calu Fontes é uma obra de arte por si só. A pintura em porcelana e azulejos, combinada com o uso de decalques, formam painéis, paredes inteiras, móveis e peças atemporais, que nunca saem de moda.

pintura à mão e decalques em porcelana e azulejos

Calu Fontes em frente às suas peças. Técnica mistura pintura à mão e uso de decalques em objetos

Quem visita seu ateliê na Vila Madalena mal consegue imaginar a artista rabiscando os cadernos dos colegas e fazendo molduras para os trabalhos da faculdade de arquitetura. Ao conseguir estágio em uma loja de cerâmica, no entanto, essa vocação pôde – finalmente – ser colocada na cerâmica e mostrada ao mundo.

azulejos pintados à mão e com decalques em painel zen de área externa

Azulejos colados na parede formam um espaço zen em área externa. Antes de começar a pintar, artista rega plantas, acende incensos e ouve música

Calu costuma dizer que nunca sabe como ficará uma peça quando começa a pintá-la. Seu processo criativo começa logo pela manhã, quando ela chega ao ateliê, abre as portas, rega as plantas do jardim, acende um incenso, lê alguma coisa e depois coloca a mão na massa.

Calu Fontes se inspira em orixás, santos, natureza e animais

degraus são preenchidos por azulejos coloridos e desenhados

Azulejos podem ser colados em paredes, escadas e móveis

O trabalho da artista traz alegria e vibração a ambientes variados, como salas, varandas e cozinhas.

azulejos e porcelana pintada à mão são marca registrada da artista Calu Fontes

Na cozinha, painel sobre a pia deixa ambiente bem descolado e jovial

A artista deu uma pequena entrevista para a gente. Confira:

Como e quando você começou a pintar?

Eu amo desenhar desde pequena, sempre gostei! Comecei a pintar porcelana assim que ingressei na faculdade de Arquitetura do Mackenzie, o ano era 1993. Ao invés de estagiar em um escritório de arquitetura optei por um estágio em um ateliê de cerâmica. Assim, as pinturas e desenhos que eu já fazia em papel e aquarela foram parar em cerâmicas e utilitários.

Como se dá seu processo criativo?

Gosto de trabalhar ouvindo música e algumas vezes os trabalhos nascem destas melodias. Também alguns saíram de poemas como um quadro que fiz com um texto da Emily Dickinson, outro foi inspirado em um poema do Neruda e outro em um do Vinicius de Morais. Além da porcelana eu também trabalho com desenho, aquarela e colagens, e geralmente uso o mesmo roteiro quando inicio um trabalho: escolho um elemento que será o ponto de partida para começar e, a partir daí, sigo sem saber aonde vai dar. Gosto de descobrir meu próprio trabalho e me surpreender com que rumo ele tomou. No caso da porcelana, meus trabalhos mesclam o adesivo com a pintura à mão. Geralmente começo fazendo uma base de tinta com texturas e arabescos feitos com pincel. Esta peça vai ao forno. Quando retorna para as minhas mãos, aplico decalques e ela vai ao forno novamente. Muitas vezes continuo o processo fazendo mais uma camada de sobreposição de desenhos e submetendo-a a mais uma queima. Digamos que funciona mais ou menos assim: a cada layer, uma queima.

E a evolução da sua arte? O que você  gostava de pintar e que ficou para trás? Qual sua principal inspiração agora?

No início, eu trabalhava apenas com pintura à mão. Somente após sete anos, introduzi o decalque nas composições.

O que vc gosta mais de fazer? Vasos, azulejos… 

Não tenho uma peça preferida. O estimulante é justamente ter esse leque de opções.

Você diria que suas peças combinam com qualquer estilo ou tem um perfil que se adequa mais?

Acho que combina com qualquer estilo. Fico feliz quando alguém escolhe uma peça no meio de tantas. Como são todas exclusivas penso que ela foi feita para aquela pessoa que a escolheu. Aonde ela será colocada e como será usada fica por conta do cliente, sem minha interferência.

Que ambiente que você mais gostou de fazer?

Atualmente, meu xodó é o painel de azulejos que fiz para o evento Design Weekend. Montei um painel de azulejos nas seguintes dimensões: 5,50m x 2,40m. Foi um presente para a cidade, inspirado na azulejaria portuguesa e nos peixes porque sou filha de Iemanjá e minha família é toda da Bahia. Ele está instalado na esquina da Rua Aspicuelta com Vicente Polito, na Vila Madalena. O projeto Arte na Cidade fica à vista de todas as pessoas que frequentam ou estão de passagem pela rua.

Esse aí de baixo é o xodó da Calu, que ficou de presente para a cidade de São Paulo.

Painel de azulejos foi feito pela artista Calu Fontes durante o Design Weekend e ficou de presente para a cidade de São Paulo

Artista, que tem família baiana e é filha de Iemanjá, se inspirou em peixes e azulejaria portuguesa para fazer painel

A gente agradece, Calu!

As fotos são daqui

Piso laminado na cozinha, pode?

Você já viu que este mês eu sou a profissional responsável por responder perguntas dos leitores da Casa Cláudia? Corre lá pra me prestigiar 🙂

E surgiu uma pergunta bem interessante que achei bacana contar a resposta pra vocês também.

Posso colocar piso laminado na cozinha?

Já faz um tempo que a cozinha virou um ambiente social, onde a gente cozinha junto com os amigos e bate papo no fim do dia com a família. Cada vez mais queremos uma cozinha integrada com a sala. E para promover a integração visual desses ambientes, e não deixar a sala com cara de cozinha, podemos usar os mesmos materiais, cores e estilos.

painel de madeira na cozinha

cozinha integrada

Utilizar o mesmo piso é uma boa opção e a integração visual fica nítida. Porcelanato, alguns tipos de pedras naturais, cimento queimado e ladrilhos hidráulicos são ótimas alternativas para isso. Acontece que todos esses são pisos frios e, às vezes, a gente quer madeira, mesmo, bem aconchegante. Mas… tem que ter muita grana pra forrar a casa inteira de madeira, né? Os pisos laminados são uma alternativa comum para trazer essas sensações da madeira para dentro de casa, apresentam uma boa durabilidade e são de manutenção simples. E aí surge a pergunta: e na cozinha, dá certo?

A resposta é: pode. Mas, como tudo na vida, é uma escolha que envolve alguns impactos. O piso laminado não pode ser lavado com água, como é costume aqui no Brasil. A limpeza é com um pano úmido e sabão neutro, somente.

Ou seja, se você é um gourmet de mão cheia, adora experimentar mil receitas, refoga arroz diariamente, cozinha bastante ou faz frituras com alguma frequência, é bom ficar atento. De duas uma: o piso vai ficar sujo e manchar, durando pouco, ou você vai ter um trabalhão para manter limpinho.

Mas, se você é do tipo prático que compra lasanha congelada e só tem o trabalho de colocá-la no micro-ondas, não é nada grave. A limpeza que o piso da cozinha vai demandar vai ser similar à do piso da sala de jantar. E se você um dia resolver cozinhar pra fazer graça, é só limpar conforme orientação do fabricante depois. De qualquer forma, o cuidado para não encharcar o piso lavando louça continua valendo, ok?

Você tem piso laminado na cozinha? Conta aí pra gente se você acha que deu certo!

Imagens: 1 | 2

Quer saber mais sobre tendências na cozinha?  Falei disso lá no Conversa na Cozinha em 2011, lembram?

E tem também algumas dicas sobre cozinhas americanas, sobre o uso de depuradores e coifas em cozinhas integradas e, por que não, ter um sofá na cozinha.

Gosta de cozinhar com amigos? Arraste o sofá pra cozinha!

Essa vai para casais jovens e que gostam de cozinhar enquanto conversam com os amigos. Por que não acomodar melhor suas visitas? Se a formalidade passou longe da sua casa, e se você tem espaço de sobra, que tal levar o sofá pra cozinha?

Separamos algumas inspirações dessa combinação tão pouco usada e que pode ser tão divertida!

sofá azul na cozinha

Nesta casa, por exemplo, o sofá azul trouxe cor ao ambiente ao mesmo tempo em que se encaixou perfeitamente à parede à direita. Enquanto lava os legumes e verduras da salada, ou corta os ingredientes da receita, o anfitrião pode conversar com suas visitas.

Repare que há ainda duas outras poltronas na parede oposta à da mesa, criando uma espécie de “lounge” na cozinha.

Sofá na cozinha perto da janelaNeste apartamento, o proprietário aproveitou um dos cantinhos mais gostosos da cozinha, próximo à janela, para encaixar o sofá. A vantagem é que os convidados ficam mais afastados das frituras e do vapor da preparação dos alimentos, em um local mais arejado.

Cozinha ficou moderna com sofá e chão quadriculado preto e brancoEsta cozinha ficou moderna, com o piso preto e branco, e as almofadas azuis do sofá trouxeram alegria, e até mesmo um certo romantismo ao ambiente. Note que as prateleiras expõem os potes com os ingredientes, deixando-os bem à mão de quem está cozinhando, ao mesmo tempo em que expõem louças mais antigas e a bandeja de prata. Novamente, o sofá foi colocado estrategicamente perto da janela, onde a cozinha é mais ventilada.

Sofá cinza, perto da janela, com mesinha em frente

Neste outro ambiente a mesa de jantar foi dispensada, e apenas o sofá impera junto a uma mesinha de apoio para copos e petiscos. Enquanto o dono da casa cozinha, as visitas ficam à vontade para conversar e bebericar.

Sofá rosa no canto da janela, cortinas, almofadas e cadeiras Luís XVI

Este é um dos ambientes melhor aproveitados. No detalhe, você nota que o sofá foi colocado abaixo da janela, entre a geladeira e a parede. O arquiteto conseguiu um clima aconhegante com peças de diferentes épocas. A mesa Saarinen coube perfeitamente no pequeno espaço. Por trás dela o sofá em tom rosado contrasta com as cadeiras Luís XVI forradas com estampa zig zag, o que as deixou mais moderninhas, e com as almofadas de diferentes cores.

A cortina e as luminárias na parede dão um ar de romantismo, complementado pelo tapete, enquanto os quadrinhos na parede trazem um toque bem pessoal ao espaço.

A única coisa que se deve ponderar num caso desses é a distância entre o fogão e esse pequeno ambiente. A coifa sobre o fogão torna-se fundamental, para que o cheiro de comida e a gordura não impregnem nos estofados, cortina e tapete.

Sofá de madeira azul com mesa de centro azul contrastam com geladeira vermelha e luminárias industriais
Esta cozinha misturou o rústico do sofá e da mesinha azul, também presente no balcão em madeira e mármore, com o ar modernoso da geladeira vermelha e das luminárias suspensas sobre o balcão.

A vantagem do sofá de madeira é justamente dar menos oportunidade do cheiro da comida grudar. O ideal é que as capas das almofadas e do assento do sofá sejam removíveis, de forma que possam ser lavadas de vez em quando.

Sofá preto de couro na cozinha, que tem chão quadriculado em branco e preto e móveis rústicos de madeira

Nesta cozinha, os anfitriões optaram por um sofá confortável estofado de couro, mais fácil de limpar, que ficou lindo sobre o chão preto e branco com a aparência já desgastada. Uma espécie de cômoda foi usada ao lado do fogão, e serve para guardar talheres e utensílios que precisem estar mais à mão do cozinheiro.

A gente já tinha falado aqui do uso do sofá na sala de jantar. Mas  você teria um sofá dentro de sua cozinha?

Fotos 1 e 7, 2, 3, 4, 5, 6

Arquitetura: Equilíbrio entre tradicional e moderno – por Débora Foresti

O brutalismo foi um movimento na arquitetura moderna (anos 50 e 60) que explorou a idéia da construção sem acabamentos ou a verdade estrutural dos edifícios. Geralmente são prédios lineares, com uma geometria angular, que parecem fortalezas e o principal material utilizado é o concreto. Porém, o edifício pode ter suas características brutalistas através de outros materiais ou até mesmo de seus serviços (como tubos, cabos e fios) aparentes. A chamada Escola Paulista teve muita influência do brutalismo e alguns dos arquitetos representantes desse movimento são Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha. Os críticos do movimento dizem que sua aparência é fria, projetando uma atmosfera de totalitarismo e seus edifícios são geralmente ligados à deterioração urbana, já que se degradam com certa facilidade.

casa brutalista modernista

Casa Elza Berquo, projeto de Artigas (1967), um dos exemplos de arquitetura brutalista. Notem o concreto aparente da estrutura.

arquitetura brutalista industrial no museu pompidou

Centro George Pompidou, projeto de Renzo Piano e Richard Rogers (1977). Os serviços (tubos) são aparentes e este é um dos exemplos mais bacanas de brutalismo.

A residência que eu apresento hoje tem ares brutalistas, mas consegue ser acolhedora e moderna ao mesmo tempo. Mais uma vez, a grande contribuinte para que isso seja possível é a mistura de materiais. Reparem como o uso do tijolinho aparente, que é um dos métodos construtivos brasileiros mais tradicionais e a madeira quebram a rigidez do concreto exposto, que é bastante moderno (o seu uso em larga escala começou em meados do século XX).
casa de praia brutalista

3

 Além disso, a sobreposição dos volumes dá um ritmo bastante interessante ao conjunto e o telhado plano de concreto cria uma varanda para o primeiro andar. Outro elemento que chama a atenção é o volume em cima da garagem em balanço, que dá a impressão de estar flutuando no espaço. Combinado às grandes aberturas com vidro, toda a estrutura ganha uma leveza enorme, apesar dos materiais variados.
casa moderna fachada em tijolinho

4

telhado em concreto

5

No interior, uma paleta neutra de cores nas paredes e pisos é combinada com cores fortes em alguns elementos de decoração, o que dá um ar divertido para a casa. O teto da sala ganha essa textura por conta do método de construção: o concreto precisa ser “enformado” em tábuas de madeira, que deixam sua impressão – como se fosse nossa impressão digital – depois que o concreto seca. O piso em tábuas de madeira, dá continuidade e uma sensação de unidade ao espaço.
cadeiras vermelhas na sala de jantar

6

casa de praia moderna

7

Pequenas intervenções de decoração quebram a rigidez das linhas retas e das cores neutras como a bancada vermelha e curva, os azulejos hidraulicos no banheiro, a coluna e cadeiras da sala e armários da cozinha pintados em vermelho.
bancada vermelha e piso cimento branco

8

banheiro colorido

9

armarios de cozinha vermelhos e madeira

10

Eu gosto bastante dessa mistura de materiais. O concreto exposto geralmente dá um ar industrial e pesado aos ambientes, mas sabendo dosar e combinar com materiais mais leves, é uma ótima opção. O tijolinho aparente dá um ar de tradição e eu gostei bastante desse balanço entre tradicional e moderno. E vocês, gostam dessa mistura?
escultura, pedras e grama

11

casa com aspecto industrial

12

Casa Marítimo
Condomínio Marítimo, Tramandaí, RS
Construção: 2011/2012
Área: 357m2
Projeto: Seferin Arquitetura
Imagens: 1 | 2 | 3 a 12
 ______________

Aproveite para prestigiar a Débora no blog dela: Verdade Verdadeira

Os três passos para uma boa iluminação na decoração

Uma ferramenta importantíssima e muitas vezes negligenciada até por profissionais é a iluminação de um ambiente. Ela é responsável por garantir o mínimo de visibilidade e segurança – para caminhar, ler, cozinhar, comer – mas também é o principal instrumento de ambientação de um espaço, que traz conforto visual, dá o clima pretendido, cria efeitos especias, destaca objetos e traz emoção.

Para facilitar, vamos resumir a três os tipos de iluminação em uma residência: a geral, a de tarefa e a decorativa.

Primeiro passo: garantir a iluminação geral

É a responsável por garantir que o ambiente como um todo estará iluminado e que ninguém vai tropeçar em um degrau ou bater a cabeça em uma prateleira por falta de luz. A melhor fonte neste caso é a própria luz do sol.

sala bem iluminada

1. Janelas amplas deixam a luz entrar, as paredes e o teto super brancos refletem essa luminosidade dando um banho de luz em todo o ambiente.

Quando chega a noite, ou quando a luz do sol é insuficiente, podemos utilizar a iluminação artificial para complementar. Ela pode ser direta ou indireta.

plafons redondos na sala de estar

2. Idealmente, a luz direta deve se propagar nas três dimensões. Isso significa que spots embutidos no forro de gesso NÃO cumprem a função de iluminação geral de um ambiente. Plafons, pendentes, luminárias de piso ou parede com cúpulas translúcidas são mais indicados.

quarto todo branco com luz indireta

3. A iluminação arquitetural (indireta) utiliza elementos da arquitetura como teto e parede para refletir a luz. Ao contrário do que se pensa, com uma boa lâmpada e tendo uma parede em textura e cor adequadas para refletir luz, esta é uma forma bem eficiente de se iluminar um ambiente.

Segundo passo: providenciar iluminação para as tarefas

Depois que o ambiente como um todo estiver bem iluminado, pode ser necessário um ponto extra de luz para proporcionar conforto ao ler um livro ou segurança para cortar uma peça de carne na bancada da cozinha, por exemplo. Essa luz deve ter uma intensidade adequada para o tipo de tarefa e ser direcionada para o local de realização dessa função.

Além disso, deve estar livre de obstáculos até a superfície a ser iluminada para não provocar sombras (se a sua mão ou sua cabeça estiverem no meio do caminho), e evitar o ofuscamento direto (luz direcionada para os olhos) ou indireto (reflexo excessivo).

luminarias para cozinha

4. De novo, cuidado com os spots embutidos no forro de gesso se a intenção é apoiar uma tarefa. Em uma cozinha, por exemplo, seu corpo pode fazer sombra sobre a bancada. A solução de iluminação sob o armário superior é excelente.

abajur para leitura na sala

5. Para leitura, esta luminária funciona super bem. Pode ser movimentada facilmente, alterando seu ângulo, não tem o risco de sua cabeça entrar no caminho e apresenta uma intensidade boa, superior à luz ambiente.

Terceiro passo: divirta-se com a iluminação decorativa

Agora, sim, chegou a vez dos spots embutidos no forro de gesso. Seu ambiente já está iluminado e você consegue realizar suas tarefas com conforto e segurança. É hora de fazer graça.

A iluminação decorativa é toda ligada nas emoções que você quer transmitir. Elas não têm uma função racional, a não ser dar destaque a objetos, criar uma atmosfera aconchegante ou efeitos interessantes.

spots destacam parede listrada

6. Spots dão destaque a uma parede diferente.

iluminação na sala

7. Spots ou fitas de LED embutidas dão destaque para objetos em nichos e quadros.

iluminacao colorida na decoracao

8. Neste bar, a intenção era dar um clima de mergulho, trazendo a sensação de se estar no mundo submarino. Fala que não conseguiram só com a iluminação? Até me lembrou o post que fiz sobre o filme Avatar.

Resumindo, é importante sempre passar pelos três passos: avaliar se a iluminação geral está suficiente, se as tarefas podem ser realizadas com segurança e conforto visual e só pensar em soluções para dar um efeito especial na decoração com a garantia de já ter alcançado os dois primeiros passos.

Para mais posts sobre iluminação, veja este sobre minha birra com o uso excessivo de spots e sobre lâmpadas fluorescentes, principalmente para a iluminação arquitetural.

Para quem quer brincar com os efeitos dos diferentes tipos de iluminação, recomendo os sites da Dominici e da La Lampe. Fica super fácil de entender!

Imagens: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

Casa dos sonhos com pé direito de 10 metros

Passeando pela internet, achamos uma casa tão linda, mas tão linda, que resolvemos apresentá-la a vocês. Para começar, não se trata de uma casinha qualquer, mas de uma casa de fazenda com impressionantes dez metros de pé direito, ou seja, a altura entre o chão e o teto. Dá para imaginar?

Sala de estar é ponto de partida da casa

Basicamente, o projeto é composto por duas características principais, presentes em quase todos os ambientes: uma base rústica com uma decoração leve e moderna. Desenhada pelo arquiteto Mauricio Karam, a casa de 900 metros quadrados é totalmente plana e tem na sala de estar seu principal ponto de partida.

Painel de madeira, vigas aparentes e parede de pedras ressaltam vocação rústica da fazenda

A combinação de madeira, pedra e da estrutura aparente do telhado faz com que a gente não se esqueça que se trata de uma casa de fazenda. Ao mesmo tempo, a amplitude do ambiente, ressaltada ainda mais pelo mobiliário branco e os sofás em tons mais claros, trazem um ar mais clean ao projeto. Resultado: rústico e moderno, sem ficar pesado.

Além de louças, cestos de palha e latão azul ressaltam rusticidade do ambiente

Os ambientes são totalmente interligados, o que faz com que a casa seja perfeita para receber. Note que a biblioteca fica ao lado da sala, mas não há qualquer divisória entre os dois cômodos. As prateleiras, que ocupam quase toda a altura da parede, são acessadas facilmente, e a qualquer hora, por uma escada com um trilho de correr.

Além de livros, elas abrigam cestos, algumas louças e um latão azul, o que traz a rusticidade de volta.Novamente, janelas amplas, cortinas brancas de estampados claros nas cadeiras amenizam o peso da mesa de madeira e da textura na parede

Veja que a sala de jantar também é interligada ao living. As cadeiras são brancas, forradas com estampas delicadas. Junto com as cortinas brancas, de tecido leve, elas contrastam com o tampo da mesa e da textura na parede, ambos em madeira.

Novamente, janelas amplas, cortinas brancas de estampados claros nas cadeiras amenizam o peso da mesa de madeira e do painel de madeira na parede

Separada da sala de jantar por uma bancada de mármore, está uma cozinha gourmet com um fogão a lenha, feito em cimento queimado, sob uma coifa em tom de bronze. A parede de tijolinhos arremata o visual de cozinha de fazenda.

Projeto preservou simplicidade, frisada por fogão à lenha com cimento queimado e coifa de bronze

Mas repare que o piso, as janelas e cortinas são os mesmos da área social, o que deixa mais clara a continuidade entre os dois ambientes.

Janelas amplas permitem entrada de iluminação natural

A suíte principal combina tons claros, ótimos para relaxar, com a madeira de demolição da cômoda, mais bruta, e a madeira mais sofisticada da cabeceira da cama. O tapete felpudo traz mais aconchego ao quarto.

Mármore, hidromassagem branca, espelhos e pedra nas paredes reforçam estilo clean e amplitude

No banheiro, o arquiteto preservou a amplitude e caprichou no estilo clean, com mármore no chão e pedras claras na parede atrás da pia. A banheira de hidromassagem branca, a janela grande e a iluminação natural reforçam a sensação de bem estar e deixam o ambiente mais chique.

Parte externa da casa é ideal para receber os amigos

Com ladrilhos coloridos, tijolos aparentes e cadeiras de vime, a churrasqueira é tão convidativa quanto a sala. Já dá até para imaginar uma festa com os amigos ali fora, não?

Fotos: divulgação

Cores que alegram e iluminam

Uma das tendências que a gente mais notou na Casa Cor deste ano foi a utilização do amarelo, do laranja e do dourado para iluminar os ambientes. Eles apareciam em pequenos detalhes, no piso ou em paredes inteiras com resultados que ficaram muito legais.

Arquitetas Cris Paola e Dani Barella também usaram o dourado nas pastilhas do piso do banheiro

Neste projeto de suíte presidencial, as arquitetas Cris Paola e Dani Barella usaram o dourado em combinações não muito usuais – com o prateado – e conseguiram dar vida e sofisticação extra ao quarto.

Projeto das arquitetas Cris Paola e Dani Barella para a suíte presidencial, apresentado na Casa Cor 2012Repare que a suíte poderia ter ficado escura, e até triste, se não fossem os detalhes nas almofadas, no puff, nas cortinas e no papel de parede atrás da cama.

O laranja utilizado nos desenhos geométricos do puff também ajudam a aquecer o quarto, mas sem exageros, o que não seria muito indicado para um  cômodo cujo objetivo principal é permitir que os hóspedes descansem.

Note que o dourado foi usado ainda nas pastilhas do banheiro, juntamente com tons de cinza e preto, o que deu o maior ar de sofisticação.

Na suíte Bruno Senna, do Casa Hotel, o arquiteto Allan Malouf se inspirou na paleta de cores do macacão do piloto. Os tons de cinza do cimento queimado, das paredes e prateleiras, do tapete em patchwork e das banquetas deixam o ambiente bem sóbrio e masculino, reforçado pela mesa de couro. O toque de amarelo ficou por conta do aparador que também serve de estante para DVDs e para apoiar o home theatre. Um contraste que acrescentou um quê de modernidade e vida à sala.

Projeto usou o amarelo na bancada da TV, o que deixou o ambiente sofisticado e alegre, apesar de masculino

A cor também fica legal com tons de madeira e tijolos, como no exemplo de home office que demos no post de segunda-feira, lembra?

Já a arquiteta Brunete Fracarolli fez um color block com um amarelo mais pálido no living, em um espaço que homenageou a apresentadora Sabrina Sato. O aparador, no mesmo tom que as pastilhas da parede e moldura, deixou a sala bem lúdica. E a mistura de diferentes texturas e níveis de brilho deu um movimento bem interessante à composição.

Espaço, exibido na Casa Cor 2012, levou o prêmio de mais original. Homenagem a Sabrina Sato

Convenhamos que não é o tipo de proposta que combina com qualquer estilo, mas ficou divertido. O projeto como um todo acabou ganhando o prêmio de mais original da mostra.

Na biblioteca de Clelia Regina Angelo, o laranja levantou totalmente o ambiente. A arquiteta usou a cor no tapete, mas também em um dos módulos da estante branca de linhas retas. O tom aparece sutilmente na capa de alguns livros e também nas flores do quadro, apoiado sobre o móvel de madeira. Essa distribuição da cor, tanto na horizontal quanto na vertical, faz com que o olhar percorra todo o ambiente, valorizando o conjunto e não somente um ponto de destaque.

Projeto da arquiteta Clelia Regina Angelo para o Casa Cor 2012

O studio do pianista, criado pela arquiteta Denise Barretto, ganhou vida com as luminárias pendentes sobre a bancada. O contraste das esferas em cobre, super brilhantes e em diferentes alturas, com as linhas retas e texturas foscas do restante do ambiente traz movimento e descontração para um ambiente que é pura sofisticação.

Luminária pendente de cobre deu alegria e sofisticação à cozinha, composta basicamente de cores neutras

E vocês, têm um brilho especial em casa?

Paisagismo: Cultivando temperos – por Isabela Herbetta

Hoje, atendendo a pedidos, vou dar algumas dicas de como cultivar temperos em casa. Esta prática é bem comum e prazerosa, pois além de charmosos e exigirem pouco espaço, as ervas e temperos podem ser de fato utilizados fresquinhos no nosso dia-a-dia.

temperos em vasos

1. Floreiras com temperos na janela.

Os temperos em geral são simples de cultivar, mas exigem alguns cuidados, como qualquer planta. Abaixo os 3 pontos principais (que também servem para a maioria das plantas):

-Sol: as indicações variam de 3 a 5 horas por dia, ou mais, dependendo da espécie. Para algumas apenas iluminação indireta é suficiente, mas é bom não contar muito com isso e deixar seus temperos em um local bem iluminado. Se as folhas começarem a ficar pálidas, murchas ou fracas, é sinal que não estão recebendo luz suficiente, o que influencia inclusive no sabor das ervas!

vasinhos de ervas identificados

2. Os temperos precisam de algumas horas de sol por dia.

-Água: elas gostam de umidade, mas a terra não pode ficar encharcada. A quantidade de água vai depender de diversos fatores (tipo e tamanho do vaso, quantidade de sol, temperatura e até umidade do ar!). Por isso o melhor a fazer é colocar o dedo na terra e ver se está úmida, se estiver seca, precisa ser regada.

floreira com temperos na cozinha

3. Se a terra estiver seca, é hora de regar.

-Drenagem: Como eu falei acima, a terra não pode ficar encharcada, para isso é preciso que o excesso de água escoe. Portanto o vaso ou recipiente que você usar para plantar deve ter aqueles furinhos na base. O ideal é que tenha também uma camada de “drenagem”, como mostra a foto abaixo. É só cobrir o fundo com algumas pedrinhas (o ideal é cinasita, a argila expandida, por ser leve) e cobrir com um pedaço de manta geotextil (bidim). Depois coloque a muda e complete com a terra.

preparar um vaso de tempero

4. Vaso com camada de drenagem no fundo.

Estas são dicas básicas de cultivo, se você atender estas necessidades, ou a maioria, com certeza terá sucesso! Mas não se desespere se não durar para sempre. Outros fatores podem influenciar o tempo de sobrevivência de uma planta, como a fertilidade do solo (os nutrientes podem se esgotar com o tempo), pragas, vento, tamanho do vaso, e o próprio ciclo de vida das espécies, nem todas são perenes.

Ok, só mais duas dicas se estiver realmente empenhado na sua horta: proteja sua planta do vento, use um vaso que tenha de um terço a metade da altura da planta, evite a presença de folhas secas (elas atraem fungos e bactérias) podando com uma tesoura (e não arrancando as folhas). Ops, foram três…

E agora é só se divertir com as ideias de vasos e composições, que são infinitas! Brinque com recipientes inusitados, plaquinhas, suportes, misture as espécies (atenção pro hortelã e salsinha que têm raízes invasoras, melhor deixá-los sozinhos). Mesas, aparadores ou bases para vasos são ótimos para deixar sua horta elevada, facilitando a colheita.

As espécies mais utilizadas são: Alecrim, Cebolinha, Hortelã, Manjericão, Erva-Cidreira, Orégano e Salsinha. Hmm!

vasos de alecrim, salsinha e outros temperos

5

plantar ervas e temperos em casa

6

vasinhos coloridos para horta em casa

7

cultivar temperos

8

temperos orgânicos

9

vasinhos de temperos

10

horta dentro do apartamento

11

hortinha em vasos

12

Quem aí se animou? E pra quem já tem sua hortinha de temperos, aprenderam com as dicas de cultivo?

Fontes das imagens: 1/2/3/4/5/6/7/8/9/10/11/12

___________________

Já conhece o blog da Isabela?

Curso básico de decoração – faça você mesmo!

Tenho recebido muitas perguntas de leitores pedindo dicas sobre ambientes com muito potencial. Como nada tem regra, e eu não sou do tipo “pode” ou “não pode”, nem sempre consigo dar toda a atenção que vocês merecem para transformá-los no seu quarto ou sala dos sonhos. Por isso… tcharan! resolvi dar uma mãozinha e mostrar o caminho básico para um bom design de interiores.

Então a hora é agora. Hoje começa uma série de posts para ajudar quem está começando a bolar a decoração de uma casa nova, ou quem está empacado e não entende por que aquele ambiente não está perfeito.

Vamos combinar assim: vocês escolhem um ambiente que pretendem dar uma renovada, eu vou dando o caminho das pedras e vocês vão me contando a quantas anda o projeto de vocês, o que conseguiram evoluir e que dúvidas ainda vão ficando, pode ser? Desta forma, todos aprendem com todos. Mãos à obra, então!

Não custa lembrar: este é só o meu jeito de trabalhar. Você pode criar o seu ou adaptá-lo para ter um resultado ainda melhor. Sinta-se à vontade, liberte-se das regrinhas, dos modismos e do que sua vizinha acha. O maior segredo, no fundo, é você estar feliz com sua casa.

Vamos começar?