Casa de 1751 ganha banho de tinta e fica com a cara dos donos

Numa bela e antiga construção de 1751, a artista Kristin e seu marido Nicholas Mark passaram os últimos 14 anos pintando e repintando cada ambiente, conferindo aos cômodos um pouco de sua própria personalidade.

Tons fortes em verde, vermelho e azul contrastam com estampas geométricas nas paredes e nos acessórios, enquanto fotos antigas e o mobiliário de família dão uma pitada vintage à decoração.

biblioteca verde, móveis e objetos antigos, decoração vintage
Neste escritório, por exemplo, uma pintura de verde lavado na parede faz contraponto com a manta vermelha sobre a cadeira e o tapete turco. A máquina de escrever sobre a mesa de madeira e as dezenas de livros na estante, dispostos de forma aleatória, dão um toque pessoal ao espaço. As lanternas turcas penduradas também fazem a diferença e deixam a casa mais charmosa.
sofá listrado, papel de parede geométrico e cadeira vermelha na biblioteca
No living, a artista criou seu próprio papel de parede, recortando tampas de caixas do correio americano, colando-as umas sobre as outras e soltando sua criatividade na hora de pintá-las à mão. Mais uma vez são as fotos antigas, os móveis e outros objetos que mostram que vive uma família ali, e que não se trata apenas de um showroom de decoração.
Painel antigo de madeira cobre a lareira na sala e objetos trazidos de viagem dão toque pessoal à decoração
No entorno da lareira, o painel de madeira foi preservado. Objetos trazidos de viagens e algumas fotografias arrematam o visual.
Sala com parede estampada e florida, quadros e móvel antigo de família repaginado
Neste cantinho da parede, a pintura à mão faz a diferença. O aparador é herança da tia-avó da artista e, após ter recebido uma fina camada de tintura preta ficou um pouco mais moderna.
Cozinha rústica com móveis de madeira coloridos, piso de madeira de demolição, luminária de ferro fundido antiga, mesa de madeira antiga
Na cozinha, o móvel da avó foi repaginado. Ganhou tintura laranja e uma cortina de bordado no lugar de uma porta quebrada. Na copa, o piso de madeira de demolição foi mantido e combina com a madeira da mesa antiga. A luminária de ferro fundido preto complementa o aspecto rústico/retrô.
luminárias de papel, teto de madeira, cadeiras coloridas na sala de jantar
O casal construiu ainda um segundo ambiente para as refeições, que ficou divertido com lanternas de papel, quadrinhos e cadeiras coloridas.
Sala de estar com móveis de vime, luminárias antigas pintadas à mão e almofadas coloridas
Como extensão do ambiente de refeições, foi criada uma colorida área para as visitas, a partir de mobiliário de vime, almofadas de estampas distintas e luminárias antigas. Veja que a iluminação natural, vinda de janelas bem amplas, faz com que o espaço pareça maior do que realmente é.
quarto com parede laranja de patna ganha ar rústico com madeira aparente no teto
Neste quarto, os moradores optaram por brincar com tons quentes, como laranja, rosa e amarelo. O quadro na parede, que fica rústica com suas madeiras aparentes, se destaca por conta da cor verde.
banheiro tem metade da parede em madeira branca e a outra metade da parede amarela, com banheira antiga e manchada
Nem o banheiro escapou das cores! Metade da parede é coberta com réguas de madeira e a outra parte com tinta amarela. Veja que propositalmente foram deixadas algumas marcas de tinta na banheira, reforçando a mensagem de que ela já é bem antiga.
fachada da casa americana branca construída em 1751, decorada com cores por artista
Casa branca antiga de 1751 ganhou anexo de madeira
Por fim, vejam que singela a fachada da casa, que há dois anos recebeu um anexo de madeira.
Fotos: Houzz

Hotel Gran Bavaró – Punta Cana – tive que tirar umas fotos…

Oi, gente! Saudades do blog…

Estive uma semaninha de férias, fui para Punta Cana, na República Dominicana. Como lá é uma região só de hotéis All Inclusive (aliás, alguém sabe por que não chama All IncluDED?), não tem muita coisa pra se fazer a não ser curtir o hotel e a praia. A praia não perde para nenhuma praia bonita do Brasil, e All Inclusive tem meio a mesma cara em todo lugar… o legal foi que passamos o Natal em família, que mora meio espalhada, e curtimos o tempo pra bater papo, jogar Uno e brincar com a minha afilhada linda!

Como eu não sou de lagartixar no sol porque faz mal pra pele, tive que inventar coisas pra fazer, e uma delas foi tirar fotos do hotel pra depois contar pra vocês…

A primeira é só pra matar de vontade de pular numa piscina, tomar uma cervejinha no bar molhado… olha que céu azuuuul…

As fachadas no nosso bloco de prédios seguiam um padrão de cores – as paredes internas eram sempre amarelo-escuro. Já as paredes externas eram verde-acinzentado ou vermelho-tijolo. Lembram que tipos de combinação são essas?

O verde e o tijolo são cores complementares, e estão nas paredes que mais se destacam nas fachadas. Como os edifícios são próximos, o contraste fica muito visível, o ambiente fica alegre, divertido. O amarelo, que está presente no fundo dos dois, é a cor que fica bem no meio do caminho entre o tom do verde e do tijolo, no círculo cromático… o que traz uma simetria entre os pares de cores de cada prédio, evitando o destaque a algum deles.

Sobre os quartos…

Eu adoro a combinação de marrom com amarelo, mas…

…reparem que nas fotos anteriores as esquadrias das janelas e varandas eram brancas, linhas retas, modernas. O que tem a ver essa porta de madeira na entrada do quarto?? Daí vocês entendem por que eu nem vou mostrar o interior do quarto… melhor deixar a fachada principal na cabeça de todo mundo.

Olha que legal as cores que eles escolheram para as toalhas da piscina… complementares também: azul e laranja.

O outro bloco era um pouco mais suave, todos os prédios eram iguais, laranja com verde. Na piscina eles usam as mesmas cores, porém muito mais saturadas, causando mais excitação visual na área de lazer.

Mas tem uma terceira cor fundamental nessa combinação que parece que não é proposital mas é fundamental para a composição – o azul da piscina e do céu. Pela técnica, é a combinação tríade, onde o azul e o verde estariam na mesma distância da cor complementar ao tom amarronzado do laranja.

Mudando de assunto…

Interessante o material de revestimento da piscina.

Achei esse acabamento muito bacana. De longe parecia pedra pomes. De perto vi que era um tipo de fulget – uma massa com micro pedrinhas, o que é mais aderente do que azulejos, evitando escorregar nas escadas, ou na piscina de crianças. Imagino que seja muito mais barato também, e as pastilhas de vidro no nível da água dão um tom mais sofisticado do que seria uma piscina toda sem cor, apesar de ficar azulzinha também. Tem que avaliar como fica a facilidade de limpeza.

Olha o piso da área externa.

Pesquisei mas não encontrei nada sobre o material do piso, pareciam rochas de corais fossilizados. Tentei achar um padrão, mas realmente cada placa era completamente diferente da outra, como se um coral tivesse encostado num cimento molhado. Muito interessante. Ainda não sei se ecologicamente corretos… se alguém souber, conta pra gente.

Aqui uma “jacuzzi” aquecida bem gostosa… mas vamos combinar que não é a coisa mais inteligente do mundo você ter que passar pela água gelada da piscina pra chegar lá e, pior, sair de lá depois de ficar quentinho…